Recebo em Dólar Morando no Brasil: Minha História (Com Medos e Tudo)
Eu chorava no banho (sério)
Mariana, 31 anos, designer de São Paulo. Trabalhava CLT ganhando R$ 6.500 — e no fim do mês não sobrava nada. Aluguel na Vila Mariana, mercado, iFood... tudo comia o salário. Uma amiga que morava em Floripa comentou: "por que você não tenta cliente gringo?" Mariana riu. Parecia coisa de outro mundo. Mas naquela noite, chorando no banho (todo mundo tem uma noite dessas, né?), ela abriu o LinkedIn. Três meses depois, primeiro contrato: US$ 3.000 por mês. Ela fez as contas umas dez vezes. Não acreditava.
- Aluguel em Floripa: R$ 2.800 por um apê ótimo. Em São Paulo pagava R$ 3.500 por um bem menor.
- US$ 3.000 no Brasil têm poder de compra de uns US$ 7.500 nos EUA. Não é exagero, é paridade.
- Hoje ela guarda 50% do que ganha. Antes guardava zero. ZERO.
O Simples Nacional me assustava mais que filme de terror
Olha... a parte do CNPJ, nota fiscal, anexo III, Fator R — parecia grego. Mariana quase desistiu DUAS vezes. Mas aí um contador especializado em PJ para exportação explicou tudo em uma call de 40 minutos. Resumo: exportação de serviço de TI é isenta de PIS, COFINS e ISS na maioria das cidades. No fim ela paga entre 6% e 10% de imposto. SEIS POR CENTO. Menos que o desconto do INSS no CLT, pra você ter ideia. E o medo? Sumiu na primeira nota fiscal emitida.
Se eu soubesse antes...
O que ela diria pra ela mesma de 2 anos atrás? "Para de ter medo do que você não entende ainda." O Simples Nacional não morde. O dólar rende muito aqui. E aquela sensação de guardar metade do salário todo mês... não tem preço. Se você tá na dúvida, fala com um contador especializado antes de decidir. Mas não deixa o medo decidir por você.
Abra o PJ antes do primeiro pagamento. Emita nota fiscal de exportação para cada recebimento — a Receita Federal bloqueia conta de quem recebe do exterior sem nota.